terça-feira, 28 de abril de 2015

Angústia

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Eu tenho lido muito o que os outros escrevem, na maioria das vezes estranhos. Eu tenho buscado entender cada sentimento que eu bato de frente, tenho procurado aconchego em palavras desconhecidas que possam se igualar e me ajudar a passar por tudo isso. Elas só se assemelham. Eu tenho parado pra pensar, até de mais, sobre cada coisa futura que me assusta, sobre a situação que eu me encontro. Eu tenho lido muito, e muitas vezes deixando de responder palavras que foram direcionadas a mim. Outras vezes sinto que é a minha vez, então elas desaguam, na maioria das vezes até demais. Eu tenho tido pressa para ver as coisas melhorarem e calma pra que o que possa vir surgindo não seja pior, enfrentar as coisas de pé e cabeça erguida exige muito de mim, de nós.

Tenho me visto muito no espelho, camuflando lágrimas, prendendo mágoas, maquiando sentimentos e escondendo falas e falhas. Tenho me sentido pesada e sozinha. Umas das coisas mais clichês nas quais podemos passar, como por exemplo amar, é a situação melancólica de estar rodeada e ao mesmo tempo vazia. Vejo muita gente, sinto pouco por elas.. falo com muita gente, parece me esvaziarem mais. Tristeza já virou estado de espirito. 

Uma vez eu criei a teoria de que estar triste era estar sozinha, totalmente sozinha, de almas e sentimentos. Hoje eu estou muito bem acompanhada, de encômodos e emoções ruins. É como se contradizer, não saber se posicionar nem lidar com o que tenho vivido. Vivemos uma vida inicialmente feliz, e em alguns momentos ficamos tristes. Tudo começa a se complicar quando percebemos que a origem de tudo tem sido triste, e surgeem alguns momentos felizes. Eles aparecem em forma de susto e passam como um vulto. Muitas vezes são rápidos e muito intensos seguidos por um sentimento ruim que percorre o meu corpo e mostra que veio pra ficar.
                                                 

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