domingo, 5 de março de 2017

5 anos.

São 19:04 e eu lembrei que hoje o blog faz 5 anos. Hoje é domingo e eu acordei cedo pra sair da rotina, passei a tarde desenhando, fazendo redação e editando fotos. No momento eu tô pensando no quanto a Giovana de alguns anos atrás ficaria decepcionada comigo. Eu queria muito ter lembrado antes pra poder ter feito algo especial como eu sempre fiz, mas pra mim ainda ainda estamos em janeiro. A última semana foi uma bagunça e a pior do ano até agora. Queria ter ficado no começo de fevereiro mesmo ainda não acreditando que o tempo está passando tão rápido. Eu carreguei essas fotos aqui mais cedo com a intenção de postar em algum dia dessa semana, junto com algo que eu ainda ia escrever sobre as decepções da vida. É uma data comemorativa e eu estou aproveitando o momento pra ser melancólica. Parabéns it girl, sou uma mãe desnaturada mas gosto muito de ti. 







sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

playlist de janeiro

Evocative Illustrations Show What Women Do When No One’s Watching | The Creators Project:
Olar, já adianto que não temos nada de muito de novo aqui. Tenho redescobrido minha paixão profunda por AM, mais especificamente pelo Alex Turner, então podem ter certeza que o que eu mais tenho ouvido é isso. Mas também algumas outras calminhas que eu sempre ouço em repetição. 





                                          



até o mês que vem com a próxima playlist.




quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Uma terça-feira de janeiro.





    


posso te segredar uma coisa? alguns movimentos só poderão ser feitos por você mesmo. você tem que aprender a se proteger do mundo. você tem que aprender a se proteger das pessoas más. atravessar a rua quando necessário. desviar a rota, encolher o corpo, correr. você precisa entender que alguns amores, tão incompletos, nunca valeriam sua sanidade mental. e, sabe, não há nada de errado em se permitir estar sozinho. não há nada de ultrajante querer se deliciar da própria companhia, rir da própria piada, degustar da própria personalidade. você precisa querer ser suficiente pra si mesmo. porque tudo que existe lá fora são pessoas à procura umas das outras e, perceba, ainda assim é tudo tão vazio e distante. repara bem: vazio e distante. outro segredo: a única distância que pode ser facilmente percorrida é de você para dentro de você. quem sabe neste caminho você não encontre paisagens maravilhosas, rotas acolhedoras e dias mais macios? se proteja conhecendo o edifício único que você é.

(@textoscrueisdemais)
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

carta para 2017.


Acho que já ficou chato, essa transição 2016/2017 tá durando demais. Mas vamos considerar que ainda estamos no começo da segunda semana, eu estou de férias e ainda não tinha postado nada sobre metas, como disse que faria logo no começo deste ano. A resolução das metas do ano passado já foi postada a algum tempo, mas dessa vez é só a minha reflexão sobre as possíveis (mas inexistentes) metas para 2017.

minha vida me coloca muitos limites, eu sei que isso de alguma forma é relativo. cada um tem seus limites, ou os limites que são colocados, enfim, eu sou cheia deles. sou nova e muitas vezes eu me sinto presa nisso, ser jovem é incrível e eu acho uma experiência muito louca, mesmo que além dessa "fase" eu tenha vivido só a infância, mas isso me limita, eu tenho vontades e coisas que se resumem a impossíveis pela minha idade, e eu creio que seja normal, então eu só respiro. ou luto um pouquinho antes porque não adianta, sou insistente. eu sou mulher, algo que pesa por exemplo para os meus pais, junto com a minha idade e a minha suposta falta de juízo, dizem eles. e essa é só uma pequena parte.
onde eu quero chegar falando isso?
em 2016 eu experimentei não me limitar tanto, as vezes de uma forma pensada e em outras não, e foram incríveis as vezes que eu aproveitei as coisas sem me limitar tanto. limitar meu corpo às condições que eu me coloco, intelectualmente e em vários outros aspectos. eu quero me limitar cada vez menos ao o que me dizem, ao o que é me imposto, sem que eu precise passar por cima do limite dos outros, depois de experiências com isso eu vi que dar murro em ponta de faca também não vai me tirar muito do lugar.
depois de ler cada meta que eu já escrevi, decidi não me colocar metas esse ano. minha vida sai muito dos eixos, as vezes vai pra um lado bom, as vezes não. mas ela sai, não há o que eu faça.
acho que o negócio está em: o que eu vou fazer com isso.
eu quero sim me alimentar melhor, mas no fim isso não é prioridade. eu amo bolo.
vou me decepcionar com atitudes minhas, e só não quero que uma lista já faça isso por mim. todo mundo sabe um pouquinho do que quer, por mais que a gente diga sempre estar tão perdido.
 nem que seja só querer não estar tão perdido assim. uma lista não tira a gente do lugar, e muitas vezes se tira, é pra pior. então façamos. mais.
quero também aproveitar mais meu tempo, mas isso pode ser estudando ou só ouvindo música sem nem levantar da cama um dia todo, eu não sei.
quero poder fazer minhas coisas sem pensar tanto no que a giovana do fim de dezembro de 2016 esperou da giovana de 2017, são mais de 360 dias, dias imprevisíveis. maravilhosos e péssimos. foras do eixo ou só dentro daquilo que esperam de mim. eu não estarei esperando tanto, e espero não ter muito tempo livre pra me corroer com a ideia de não ter me obrigado a dar esse empurrãozinho de final de ano, metas parecem tão necessárias. a culpa sempre vem. mas passa.
então desculpa giovana de 2013 que começou com isso, a de 2017 tem um medo enorme do ano que está por vir mas ela prefere achar rotas pra que isso não pese tanto. isso não parece bom?
ah, essa semana eu voltei a fazer atividades físicas, coisas que eu adiei muito em 2016. porém eu uso a manhã pra isso, tempo que eu não tenho livre quando minhas aulas voltarem. isso me fez pensar se eu deveria começar, já que eu vou ter que parar. e é disso que eu tô falando! eu não parei, vou continuar e aproveitar o que eu tenho agora, uma hora ou outra eu vou ter que parar, porque é assim que as coisas acontecem.
e mais uma vez, é isso.
por enquanto.


domingo, 8 de janeiro de 2017

músicas do meu ano

Imagem de Pink Floyd, music, and vintage
Talvez ninguém mais aguente posts que citem coisas sobre o meu ano e blá blá blá. Mas foi um ano muito marcante, então não tenho escolha. Decidi listar algumas (deu bastante, mas ainda é pouco) músicas importantes do meu 2016, não tem muito lançamento mas é isso aí. A ordem é aleatória.

THERE IS A LIGHT THAT NEVER GOES OUT - The Smiths
THIS CHARMING MAN - The Smiths
HEROES - David Bowie
REPTIDE - Vance Joy
WHA DOESN'T KILL YOU - Jake Bugg
12:51 - The Strokes
UNDER COVER OF DARKNESS - The Strokes
BAD HABIT - The Kooks
BACKSTABBER - The Kooks
SEX ON FIRE - Kings Of Leon
CREEP - Radiohead
YOSHI CITY - Yung Lean
GINSENG STRIP 2002 - Yung Lean
ONE DANCE - Drake
YOSHI CITY - Yung Lean
I BET YOU LOOK GOOD ON THE DANCEFLOOR - Arctic Monkeys
COME ON EILEEN - Dexys Midnight Runners
WILD - Troye Sivan
É O PODER - Karol Conka
SEVENTEEN - Alessia Cara
NÃO MACHUCA - Mc Livinho
MUNDÃO GIROU - Mc Hariel
OLHA A EXPLOSÃO - Mc Kevinho
CASUAL - Haikaiss
WIL THINGS - Alessia Cara
THE LESS I KNOW THE BETTER - Tame Impala
ABRACE A SUA SOMBRA - Fresno
STONEHENGE - Fresno
CAIS - Mallu Magalhães
CASA PRONTA - Mallu Magalhães
ERRE - Boogarins
VERMELHO - Marcelo Camelo
VÍCIO - Phill Veras
CONDICIONAL - Los Hermanos 
ZERO - Liniker
QUANDO BATE AQUELA SAUDADE - Rubel
6:34 - Visconde
CHOCOLATE - 1975
FOREVER - Haim
XO - John Mayer
REBORDOSA - Guido
NICEST THING - Kate Nash


Boa semana! Ah, nessa tem post sim.
sábado, 31 de dezembro de 2016

último dia do ano.



a paz durou até junho. exatamente a metade. não a paz completa, mas a calmaria, que foi embora junto com o mês do meu aniversário, antes dele os conflitos eram em sua maioria internos. depois do mês 6 a minha vida revirou e rerevirou e deu mais outras centenas de voltas. é como se o ano tivesse começado só depois da metade daquele mês, que foi um grande divisor de águas (não é essa frase que dizem?). 2016 me sacudiu, foi desafiador, de uma forma que nunca foi antes. muitas vezes eu me senti testada, literalmente, e eu cansei diversas vezes. cheguei a só deixei pra lá, vamos viver o caos, já que parecia não poder piorar. aí que estava a surpresa: piorou, e piorou de uma forma que me trouxe culpa, eu lutei um monte com coisas que eu mesma queria e sentia, ou achava que queria, meus maiores conflitos foram comigo, mas eles estavam afetando minha vida de uma forma externa, coisa que antes parecia distante, e até mesmo pesado demais pra mim.

eu conheci um giovana diferente, até mesmo estranha, com gostos que eu nunca imaginava, menos superficial do que eu sempre achei que ela seria. me orgulhou. me orgulhou quando eu a vi rindo de coisas que eu não imaginava nem conseguir me livrar antes, a menina só sambou por cima da água. nunca vi ela sendo tão ela, e tão diferente de tudo que ela já foi antes.
todas as frases inspiradores sobre luta e superação se encaixam em 2016, aquelas bem clichês.
tive pessoas incríveis comigo em 2016, das mais diferentes. como sempre eu comecei coisas que eu acho que vão ficar pra minha vida mas no fim só acaba, como por exemplo o teatro. uma experiência maravilhosa, pessoas que eu vou sim levar comigo, mas ano que vem não estarei mais lá. geminiana, ser ou não ser. eu vivi umas coisas de filme com meus amigos, e não poderia terminar o ano mais feliz em relação à eles. não posso esquecer do meu aniversário, o melhor que eu já tive. e eu amo lembrar de cada detalhe dele. não durou só um dia, durou vários sorrisos.

termino o ano feliz, com uma esperança que eu juro que não sei de onde vem. 2017 tem tudo pra ser incrível, talvez bom, talvez ruim, tipo horóscopo diário. mas eu sinto que ele vai ser tão extraordinário quanto 2016, e eu espero que não seja só bom, as coisas boas nem precisam acontecer em maior quantidade que as ruins, mas eu quero poder sentir tanto frio na barriga quanto eu senti esse ano e terminar o ano com a mesmo tanto de esperança pra 2018. é isso.
valeu 2016, cê foi foda. até nunca mais! FORA TEMER.


Dos escombros, façamos música. Da miséria, busquemos poesia. Da penúria, achemos beleza.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Conclusão das metas de 2016.

Roby Dwi Antono:

Mais um fim de ano chegou, e eu vim aqui para fazer a conclusão das minhas metas de 2016, que foram escritas em 2015. Mês passado eu lembrei que eu tinha metas para este ano, algo que eu tinha esquecido completamente durante um longo período de tempo, confesso. Decidi usar emojis bem bregas que falam por mim sobre cada meta. 
Legenda: 👌 cumpri de forma bem lacradora.
                👍 cumpri mas foi daquele jeito meio cá meio lá.
                👎giovana, você falhou.
E por último eu criei uma categoria nova que eu só usava um ??? para as metas que eu não entendia ou que não faziam sentido pra mim, dessa vez eu usei um ✋amiga pare! até porque que tipo de pessoa cria uma meta que diz basicamente Progredir. Não cara. Para.
  • Ler pelo menos 15 livros 👌
  • Ver 1 série nova por mês👌
  • Passar de ano com tranquilidade👎
  • Estudar em casa👍
  • Continuar fazendo algum tipo de exercicio fisico👎
  • Cuidar da minha saúde 👎
  • Não quebrar nenhum celular e ser mais cuidadosa (SÉRIO)👎👎👎
  • Me organizar mais👍
  • Redecorar meu quarto👌
  • Viajar sozinha👌
  • Voltar a fotografar👌
  • Criar pequenas metas durante o ano👍
  • Ser mais participativa ✋
  • Progredir ✋
  • Guardar dinheiro 👌
  • Deixar a franja crescer 👌
  • Me manter presente por aqui 👍
  • Fazer um upgrade das metas no meio do ano 👎
Me desculpe se isso aqui pareceu um post de orkut, as vezes na vida... a gente precisa fazer esse tipo de coisa... bem vergonhosa... pra combinar com a minha capacidade de criar metas desde os 13 anos e sempre colocar coisas como Aproveitar Mais Meu Tempo, como se eu tivesse 21 e estivesse na faculdade e trabalhando. Ai Giovana. E é engraçado como eu sempre dou risada da imagem ou gif que eu escolho como tema das metas para aquele ano. A incrível capacidade de uma geminiana de sentir vergonha nostálgica de algo quase recente. Acontece.
Façam metas para 2017!!! Eu não sei se eu vou fazer, mas talvez eu apareça por aqui, ainda em janeiro pra falar sobre isso.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

meu natal.

um monte de foto sem ordem dos dias 24 e 25 de dezembro. vale a recordação.
   

Meu natal desse ano refletiu todo o meu 2016, diferente do que eu esperava. A tarde do dia 24 foi gostosa, eu cozinhei, tirei muitas fotos, ajudei com o que eu podia e fui me arrumar já em cima da hora. Mas deu tudo certo. Consegui estar perto de uma amiga, a melhor inclusive, e foi ainda melhor. No fim da noite eu dancei um monte e nem lembrava que era natal, natal com aquele peso que vem junto com ele. Eu senti que passaria muito rápido, o que me desanimou algumas vezes durante o dia, mas no fim durou o suficiente. A noite acabou com o sol quase nascendo e o dia pra mim começou não muito depois disso. O almoço foi ainda melhor, com direito a tomar chuva na rua com meus primos, muita rabanada e risada na sala. O dia 25 durou tanto quanto o anterior, com um monte de chocolate e luz azul no meu quarto enquanto fazíamos pulseiras bregas de elástico e eu tentava editar algumas fotos e assistir um filme de romance. Obrigada por quem esteve aqui esses dias. Não poderia ter sido melhor.
sábado, 24 de dezembro de 2016

merry xmas

Imagem de christmas and snoopy
nesses últimos dias as coisas desandaram, como disse no último post, era provável que nem aparecesse por aqui no natal. dei um jeito de conseguir 5 minutos com internet pra postar algo e aqui estou eu.
para desejar coisas boas pra vocês nesse fim de ano, vou tentar aparecer antes do ano novo mas não garanto nada, então boas festas também! muita luz e amor, principalmente pra quem precise de muito, assim como eu. que haja paz independente de como seja e que você possa aproveitar da forma que acha que te fará bem. a playlist de músicas natalinas fica pro natal de 2017 mas tenho uma aqui que me marcou, espero que também sirva pra vocês.



até mais, marry xmas! 💕
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Acabando.


2016 foi um verdadeiro caos. Com extremos de amor, ódio e uma mistura de outros sentimentos. Foi um ano de péssimos acontecimentos e também de alguns dos melhores da minha vida. Eu nunca me senti tão bem quanto agora mas eu tenho memórias que reviram meu estômago de uma forma que eu só senti este ano. Ontem, quando me sentei pra começar a escrever isto aqui, meu corpo foi tomado por uma felicidade de ter sobrevivido ao turbilhão que foi minha vida nos últimos meses. Hoje, quando acordei e decidi dar continuidade, me senti estranha. Quando me olhei no espelho não me senti tão bem e até agora o que eu fiz foi me achar um corpo estranho perdido por aí. Isso diz muito sobre quem eu sou agora, mas só agora. Amanhã não mais. E também sobre este ano.
Esse ano eu fui de frente com a peculiaridade das coisas que eu posso sentir. Eu me senti estranha, de uma forma que as pessoas estranhas não se sentem, então no fim eu julguei que aquilo era normal. Eu senti amor de umas formas que eu não havia sentido antes, e tudo bem, minha vida não é uma novela e meus sentimentos não precisam ser todos claros, acontece.
Eu fiz terapia, desisti de mim algumas vezes mas também me senti a pessoa mais feliz do mundo em certos momentos. Em outros eu só queria ouvir palestras sobre teologia pra tentar entender um pouco mais das coisas. Eu me limitei em vários aspectos, me decepcionei com algumas notas mas também me senti pronta pra encarar a vida adulta. Tola.
Eu não quero que isso aqui vire um "Em 2016.. eu chorei, sorri, sofri, amei...", até porque isso todo mundo faz. O que me importa hoje é como cada uma dessas coisas acontecem. Não só uma vez, mas várias, de jeitos diferentes, em momentos complexos e em outros, sem que a gente perceba.
No fim, nós estamos aqui sentindo as mesmas coisas mas cada um do jeito, em seu momento. E é isso que nos diferencia, que torna a história de cada um tão única.
Não sei como fazer um texto de fim de ano não ser clichê, desculpa.
E bom fim de ano pra vocês!

Graças a minha falta de tempo pra estar no computador, mal vou conseguir postar qualquer coisa para o natal. Se não conseguir aparecer até lá: FELIZ NATAL. E desculpa qualquer coisa.