quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Amor de colegial

Eu sei que ás vezes era difícil de suportar, de demonstrar aquilo que eu realmente gostava em você, ou até mesmo em um pequeno ato te falar, sobre qualquer outra coisa, menos de nós dois. Era tão importante pra mim, que, você assumisse, ou falasse o que realmente sentia (mesmo eu sabendo que não, essa sua “paixão” não me incluía) era tão meigo o jeito que você me tratava, me fazia parecer uma princesa mesmo com o cabelo bagunçado.
Que pena que essa paixão veio a surgir nos últimos dias de aula, queria te encontrar sempre, ver o brilho dos seus olhos que refletiam na tela do seu celular. Eu queria te ver me pedindo pra chegar mais perto de você, para ouvir o que você precisava me contar, queria que você me desse as mãos todos os dias como naqueles livros de romance.
Era tão lindo a forma com que você me perguntava se estava eu estava bem, e eu retrucava sorrindo, que sim, estava melhor ao seu lado, você olhava para trás e para os lados, e me perguntava com cara de bobo quem era essa tal pessoa que me fazia feliz e eu respondia quase que sorrindo que sim, era você!
Quando você me abraçava eu me sentia protegida, mesmo de qualquer monstro que pudesse nos atacar nós éramos como pingentes em uma pulseira que se desfazia, nosso estranho “romance” estava prestes a acabar e eu nem sabia o por que, e acredito que você também não.
Antes desse rompimento, você acabou me abraçando pela ultima vez, foi quando senti que em meus braços você deixaria um peso, enorme de se aguentar. Eu não carregaria aquilo sozinha, nem que eu virasse um elefante. Você saiu, e me deixou ali, sozinha, plantada como se estivesse esperando alguém que sabia que não ia voltar.
Esperava pela sua volta, no meu quarto ouvindo músicas que me deixavam pra baixo, e você não aparecia, cheguei ao ponto de chorar (o que era muito difícil, afinal eu me considerava muito forte para isso) naquele momento, parecia que o mundo havia desabado em cima de  mim. Eu só queria você ao meu lado com seus braços fortes, que me protegiam a qualquer custo.
Você não apareceu, e eu fiquei me perguntando “Por que ? , e finalmente recebi uma mensagem de texto. Sim era dele.  Me dizendo coisas que eu não gostaria de ler, e sei que qualquer um também não gostaria, não era nada literalmente grave, mas...olha só o meu estado, eu não queria ler nada que (naquele meu momento sentimental) me ofendia.
No fim daquela mensagem enorme no final dizia “Abre a porta, que eu cheguei pra te provar ao contrário!”. Eu queria me matar, na real era tão difícil acreditar, e tentar inverter o que ele me dizia, fiquei pulando de alegria (não literalmente). Quando a campainha tocou era ele, dizendo que me amava e que deveríamos ficar juntos para sempre. Eu sem palavras, pensamento confuso eu apenas o abracei pra sentir que alguém naquela momento iria segurar o "meu mundo" que desabava a alguns minutos atrás.
                                                       

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