segunda-feira, 4 de julho de 2016

Felicidade e imposições.

 
No meio de uma crise, crise na qual eu tenho, você tem e eles também, eu buscava por algo que completasse um espaço pequeno porém vazio dos meus dias. Em muito momentos eu sinto que falta um pouco de algo, e essas coisas que de alguma forma faltam variam em cada situação. E desde então eu descobri o quanto eu me barrava, por medo. Medo de saber mais sobre mim,e de consequentemente de sentir coisas boas. De buscar respostas que talvez não fossem o que eu queria encontrar. 
Então me vi muito dependente de sentimentos nos quais eu já nem buscava mais me livrar, apenas controlava e convivia com eles.
A ansiedade está ai, imposta, assim como o estresse e essa coisa de se conformar com a rotina mas nem por isso deixar de reclamar e ressaltar a todo momento o quanto é trágico passar por isso que estamos passando, o quão é triste as coisas não chegarem. 
Libertar a raiva que há dentro de nós por naquele momento não ser/fazer aquilo que desejamos.

Quais são esses sentimentos nos quais nos apegamos e nos tornamos dependentes?

Eu tinha entendido que era obrigada a viver nessa correria mesmo passando a maioria dos meus dias em casa, sem muitas responsabilidades e ainda sim me sentindo tão sobrecarregada. Problematizando cada tarefa simples, e muitas vezes as evitando. 
A parte da ansiedade é delicada afinal ela estava se aplicando a tudo, da minha rotina até os meus sentimentos mais fortes.
Essa não é a primeira vez que eu tenho um desses impactos que me servem pra mudar algo ao meu redor ou em mim, engraçado que eu sei que terei muitos outros em um prazo curto, pelo simples fato de que eu necessito disso.
O que realmente me faz mal é me ver obrigada a ser, sentir, realizar e continuar no mesmo lugar, sem o direito de mudar, de me encontrar, ou só livre para (me) buscar.

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