quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

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Eu tava ali, toda imersa nos meus novos planos pro futuro e usando cada segundo do presente pra arquitetar todo e qualquer detalhe do trajeto que me levaria à glória do alcance de minhas metas. Agarrei meus objetivos com força e deixei pra trás um bocado de manias, caprichos e boa parte da minha preguiça física e mental pra “levar a vida mais a sério”. É claro que tudo isso tem a ver com dinheiro. Tem a ver com realizações, conquistas, mérito, reconhecimento. Mas nesse momento em especial, seria hipocrisia da minha parte dizer que o dinheiro fica em segundo plano.
Eu não quero dinheiro pra ter dinheiro. Eu quero ter dinheiro pra realizar coisas. Pra ajudar meus pais. Pra conhecer o mundo. Pra ter tempo pra me conhecer melhor, cuidar de mim mesma e de quem eu amo. Mas esse jogo de ganhar dinheiro pra alcançar a felicidade é feito em cima de uma corda bamba, e o risco de cair dela e espatifar a cara no chão é muito grande. Às vezes a gente se perde no meio do jogo e esquece até porque entramos nele pra começo de conversa. Nos enfronhamos em um ciclo sem fim que faz com que nos distanciemos daquilo que é infinitamente mais valioso que qualquer riqueza material no mundo, e o mais perigoso é que fazemos isso sem perceber.
O erro é você entrar na paranóia de ganhar dinheiro pra ajudar sua família, por exemplo, e esquecer que ela existe no meio do caminho. Passar o fim de semana com a cara enfiada no computador e não reservar uma horinha do seu dia pra conversar com seus filhos, porque tem muito trabalho pra fazer. Não prestar atenção no que sua esposa fala porque tá com a cabeça no serviço. Deixar de visitar seus pais e não dar nem um telefonema pra perguntar se eles tão bem porque tem muita coisa pra resolver.
Não dá pra perder a vida que a gente tem nas mãos pra tentar alcançar um ideal de vida projetado.
O futuro é lindo, promissor e o presente é decisivo pra construção desse império de realizações que queremos concretizar. Mas o agora é tão importante! E é tão difícil saber se estamos aproveitando-o suficientemente, né? Dá medo de tomar as decisões erradas, não saber dosar o tempo dedicado ao passado/presente/futuro, e de repente nos vemos no meio de uma crise existencial, procurando respostas em qualquer lugar que pareça dar uma pista de qual o caminho certo a ser seguido. É horóscopo pra lá, intuição pra cá, conselho de mãe pro outro lado, livro de auto-ajuda pra cima e pra baixo…
                                          
(Grandes trechos do texto "Dinhero vs. Felicidade" do blog Radioactive Unicorns, precisava deixar registrado aqui pois ele tem um grande significado pra mim, um beijo ♥)
                                         

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